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Ná Ozzetti nasceu em São Paulo no dia 12 de dezembro de 1958. Aos quatro anos ganhou da irmã mais nova o apelido: Ná.

Cantora e compositora, Ná conviveu com a música desde cedo por influência do ambiente familiar, onde se apreciava as artes.

Já na infância demonstrou grande interesse pelo canto, estudou piano e seus irmãos tocavam outros instrumentos musicais.

A primeira experiência em palco foi aos 15 anos como vocalista do grupo de Dante, num festival de colégios. A partir de então cantar se tornou prioridade e prática constante.
Entrou na Faculdade de Artes Plásticas aos 17, e seguia estudando Música.

Aos 19 começou a ter aulas com a primeira professora de canto, a norte americana Lee Alison.

Em 1979 entrou no Grupo Rumo e a carreira profissional teve início. Com o Rumo trabalhou durante 11 anos, fez inúmeros shows e gravou 5 discos.

Aos 22 anos conheceu a professora Claudia Mocchi com quem estudou canto lírico por dez anos ininterruptos.

No mesmo ano começou a ter aulas de dança com o professor Klauss Vianna, o que fez despertar sua paixão por esta arte, mantendo ao longo destes anos, a dança como principal atividade aliada ao trabalho musical. Foi aluna de Denilto Gomes, Ivaldo Bertazzo, Patrícia Noronha, Adriana Grechi, entre outros.

Em 1983 fez as primeiras apresentações solo, iniciando uma sólida parceria com Dante, mantida até hoje.

Paralelamente aos solos e ao Rumo, criou e participou de outros projetos musicais, como o show “Princesa Encantada”, em 1986 com a cantora Suzana Salles.

Em 1988 lançou seu primeiro disco solo, NÁ OZZETTI. Por este trabalho recebeu os prêmios Sharp e Lei Sarney, como cantora revelação.

No mesmo ano participou de uma série de shows na Alemanha, Áustria e Holanda à convite de Itamar Assumpção.

No ano seguinte estreou, com José Miguel Wisnik, um show com músicas do compositor.

Em 1994, a artista lançou o CD NÁ, marcando sua estréia como compositora. Por este trabalho lhe foram atribuídos dois Prêmios Sharp, na categoria Pop/Rock, como “Melhor Disco” e “Melhor Arranjador” (este para Dante Ozzetti).

Neste período trabalhou com os arquitetos Isay Weinfeld e Marcio Kogan, que assinaram o cenário de seus shows.

Em 1996, lançou o CD LOVE LEE RITA a convite da gravadora Dabliú, uma homenagem à cantora e compositora Rita Lee.

No período de 1997/98 participou novamente de outros projetos entre eles a criação do espetáculo “Ná canta o Brasil” dirigido por Eugênia Thereza de Andrade.

Em 1999 criou o seu próprio selo fonográfico NÁ RECORDS para o lançamento do CD ESTOPIM, o quarto da carreira solo.

Neste trabalho, Ná interpreta somente canções inéditas, composições próprias e de Dante Ozzetti, ambas em parcerias com Luiz Tatit, José Miguel Wisnik e Itamar Assumpção.

Em 2000 recebeu o Prêmio de Melhor Intérprete do Festival da Música Brasileira / Rede Globo de Televisão, com a música “Show”, de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri.

Como parte da premiação, a cantora lançou pela gravadora Som Livre, o CD SHOW, onde interpreta sambas canções das décadas de 40 e 50 de compositores consagrados como Dorival Caymmi, Herivelto Martins, Maysa, Ari Barroso, entre outros.

Os anos seguintes foram marcados por uma série de apresentações por todo o país e internacionais.

Em 2004 iniciou um novo trabalho com os músicos Dante Ozzetti, Mário Manga e Sergio Reze, o qual pretende gravar e lançar em breve em CD.

No mesmo ano participou do projeto “Piano e Voz” da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a convite do pianista, compositor e arranjador André Mehmari.

O encontro da dupla foi tão bem sucedido que resultou na gravação e lançamento do recente CD “Piano e Voz”.

No decorrer de sua trajetória, além dos seus próprios projetos, Ná atuou no meio musical participando de inúmeros trabalhos e CDs de outros artistas.